Filme: Doze Homens e Uma Sentença
As discussões são sempre interessantes, vamos entrando cada vez mais na história e acabamos por tomar partido igualmente com os jurados: ou torce pela inocência do rapaz, ou pela culpa, ou fica confuso... O impossível é ficar indiferente ao roteiro bem escrito, curioso e inteligente. E os contra-argumentos são usados de maneira precisa e sem parecerem extremamente sentimentais ou moralistas demais, como por exemplo, um jurado, para defender sua posição, utiliza-se de um argumento, depois, outro jurado utiliza-se do mesmo argumento para defender a inocência do rapaz. O mesmo jurado que havia utilizado primeiro o argumento, levanta-se e bravo, diz que esse tipo de coisa não deve ser levada em consideração. Mas, ao invés do personagem de Fonda ir e pronunciar o contra-argumento, ele só olha de um jeito irônico para o outro jurado, que prontamente faz um olhar de perdido no mundo e pronuncia a frase isso não quer dizer nada.
O filme mostra os fatores críticos envolvidos no processo decisório, evidenciando como as pessoas trazem para o grupo e para a tomada de decisão seus padrões, condicionamentos e história de vida. Também evidencia as diferenças individuais que levam as pessoas a, na análise de um mesmo fato, visualizarem diferentes ângulos e verdades; e analisa a capacidade e características do processo de negociação entre as evidências e argumentações, como por exemplo, discutiu-se sobre o tempo (evidência) em que o trem levava para passar, provocando um imenso barulho (evidência), capaz o suficiente de impedir (argumentação) que uma das testemunhas pudesse assegurar, com certeza, que realmente ouviu ser a voz do réu ameaçar o próprio pai de morte.
Texto escrito por Elisabete e Sheila.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Filme: Doze Homens e Uma Sentença
01/10/2007 21:47:28
Elisabete Bisuti Ceron
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